Carlos Alberto Valentim
(In Memoriam)
“Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre”.
Fernando Pessoa.
Caríssimo Eng. de Minas Carlos Alberto Valentim:-
Essa não havíamos combinado. Você partiu cedo demais, neste dia de Natal de 2025, iluminado seja!
Deixa-nos um vazio, em particular para a sua turma da Politécnica Minas de 1978. Sentiremos muito a sua falta.
A enorme torcida da Lusa sofrerá uma redução de peso. Seus pais de origem portuguesa estabeleceram-se na Moóca, e neste tradicional bairro de São Paulo, cabe salientar sua frequência na Escola Dom Bosco e posteriormente no MMDC, antes da entrada na Poli.
Passaste no início de sua carreira profissional na mineração de amianto na Sama em Minaçu, Goiás, para onde você se deslocou tão logo quando terminou a graduação; na extração e beneficiamento de cassiterita pela Canopus na remota região do Iriri, no Pará; pela Jaakko Pöyry Engenharia em seus 7 anos de dedicação em estudos e projetos de mineração e, depois, em agregados para construção na Lafarge. Rochas ornamentais e diamante também estiveram em suas competências.
Em sua despedida, presentes seus colegas e amigos Ciro, Nelson e Osvaldo houve notadamente a percepção do imenso amor e carinho de suas três filhas – Priscila, Patrícia e Paula.
Em suas mensagens enviadas nesses anos todos ao grupo constatávamos claramente em sua voz e em seu olhar o orgulho que nutria pelos seus netos queridos – Pedro, Lucas, Carlos Eduardo, Bruno e Giovanni. Todas e todos, virtudes de uma vida que deve ter valido a pena por ter sido bem vivida.
Nessas horas não há palavras suficientes que possam confortar uma perda insubstituível.
A brevidade da existência expõe como tudo é efêmero e mostra a insignificância humana perante o tempo e a mortalidade. Nessa finitude que nos assola, você sempre foi autêntico, uma grande e rara qualidade e sua característica.
Um dia nos veremos na transcendência, contaremos de novo as nossas histórias e rememoraremos os velhos tempos.
Descanse em absoluta paz, amigo Carlão, nosso eterno amigo Metralha.
















